Investir
Resultado fica R$ 30 milhões abaixo do recorde de março e salta 44,51% sobre maio, aponta o Tesouro Nacional.
O Tesouro Direto vendeu R$ 14,76 bilhões em títulos públicos para pessoas físicas em junho, o segundo maior volume mensal da história do programa, segundo balanço divulgado pelo Tesouro Nacional nesta terça-feira (28).
Só o recorde de março, quando as vendas somaram R$ 14,79 bilhões, ficou acima do resultado. A diferença entre os dois meses foi de R$ 30 milhões, segundo o Tesouro Nacional.
Em relação a maio, quando o programa vendeu R$ 10,22 bilhões, o volume de junho é 44,51% maior. Na comparação com junho de 2025, a alta chega a 156,03%, aponta o levantamento.
Os títulos vinculados à Selic foram os mais procurados em junho, com 54,5% das vendas. As tradicionais Letras Financeiras do Tesouro somaram R$ 4,16 bilhões, ou 28,2% do total, segundo o Tesouro Nacional.
O Tesouro Reserva, título lançado recentemente e que funciona como as caixinhas de bancos digitais, respondeu por R$ 2,09 bilhões, equivalentes a 14,2% das vendas do mês. O interesse por esses papéis é justificado pelo nível da Selic, hoje em 14,25% ao ano, segundo o Tesouro Nacional.
Os papéis corrigidos pela inflação somaram 34,3% das vendas, enquanto os prefixados ficaram com 16,7%. O Tesouro Renda+, voltado à aposentadoria, respondeu por 4,6%, e o Tesouro Educa+, criado para financiar estudos superiores, teve apenas 2% de participação, segundo o balanço.
O estoque do Tesouro Direto chegou a R$ 262,47 bilhões no fim de junho, alta de 4,57% em relação a maio (R$ 251,01 bilhões) e de 45,53% frente a junho de 2025 (R$ 180,35 bilhões), aponta o Tesouro Nacional. O crescimento decorre da correção pelos juros e do fato de as vendas terem superado os resgates em R$ 10,1 bilhões no mês.
Em junho, 261.877 pessoas passaram a integrar o programa, elevando o total de cadastrados a 35.853.678, alta de 9,53% em 12 meses, segundo o Tesouro Nacional. Os investidores ativos, com operações em aberto, somaram 3.689.486, avanço de 21,19% no período.
Os títulos vinculados à inflação também têm atraído investidores por causa da expectativa de alta do IPCA nos próximos meses, segundo o Tesouro Nacional.
---
Fonte: Agência Brasil
Nossa equipe conhece Palmas quadra por quadra e responde rápido no horário comercial.
Leia também
A Faixa 4 do Minha Casa Minha Vida abre espaço para bancos privados disputarem financiamentos de imóveis de até R$ 600 mil, e levantamento aponta diferenças de taxa entre Caixa, BRB, Itaú e Banco do Brasil.
Levantamento da Fipe com o Grupo OLX mostra que o aluguel residencial voltou a subir acima da inflação em junho, com os apartamentos compactos de um dormitório entregando a maior rentabilidade anualizada entre as tipologias monitoradas.
Os domicílios alugados no Brasil cresceram 54% entre 2016 e 2025, segundo o IBGE, e a reforma tributária passa a cobrar CBS e IBS sobre a locação a partir de 2027, com alíquota efetiva perto de 8% e regras diferentes para pessoa física, empresa e aluguel por temporada.