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Faixa 4 do MCMV põe bancos privados para disputar taxa que varia de 11,19% a 11,74% ao ano

Julho de 2026 · 3 min de leitura · Imobiliária Casa63 · CRECI-J 3638

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Imagem ilustrativa — Faixa 4 do MCMV põe bancos privados para disputar taxa que varia de 11,19% a 11,74% ao ano
Imagem ilustrativa · News63

Abecip projeta alta de 16% no financiamento imobiliário em 2026, com R$ 180 bilhões via recursos da poupança, enquanto a nova faixa do programa habitacional deixa de depender só da Caixa.

A Faixa 4 do Minha Casa Minha Vida deixou de ser só uma ampliação de renda e valor de imóvel: ela abriu a porta para bancos privados brigarem por clientes que, até então, só olhavam para a Caixa.

É o que descreve o artigo assinado por Luan Brito, sócio e diretor comercial da Bricker, publicado pelo Guairá News. Segundo ele, a nova faixa do programa, voltada a famílias de renda intermediária com imóveis de até R$ 600 mil, corrige uma distorção antiga do crédito habitacional brasileiro: a dependência quase exclusiva de uma única instituição financeira.

As taxas já mostram diferença entre os bancos. Levantamento da LARYA Market Intelligence, feito com simulações junto aos principais bancos em 2026 e citado no artigo, aponta taxas de financiamento imobiliário partindo de 11,19% ao ano mais TR na Caixa, 11,36% no BRB, 11,60% no Itaú e 11,74% no Banco do Brasil.

O que muda na conta
  • A diferença entre a menor e a maior taxa listada é de 0,55 ponto percentual ao ano, segundo a LARYA Market Intelligence.
  • Aplicada sobre financiamentos de 30 a 35 anos, essa diferença se acumula ao longo de centenas de parcelas, aponta o artigo.
  • Bancos privados devem estruturar as operações via Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), enquanto a Caixa opera majoritariamente com recursos do FGTS.
BancoTaxa (ao ano + TR)
Caixa11,19%
BRB11,36%
Itaú11,60%
Banco do Brasil11,74%

Fonte: levantamento da LARYA Market Intelligence, citado no artigo do Guairá News.

Para Luan Brito, o hábito de contratar financiamento sem comparar propostas nunca fez sentido em um contrato que pode durar décadas.

Em qualquer outro mercado, assumir uma dívida que pode durar 30 ou 35 anos sem consultar diferentes fornecedores seria considerado um erro básico de planejamento financeiro.

Luan Brito, sócio e diretor comercial da Bricker

O diretor da Bricker também chama atenção para a diversificação das fontes de recursos: enquanto a Caixa segue concentrada no FGTS, a entrada de bancos privados via SBPE reduz a dependência de um único modelo de funding, segundo o artigo.

O momento é descrito como favorável ao movimento. Segundo projeção da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), citada no artigo, o financiamento imobiliário deve crescer cerca de 16% em 2026, com o setor movimentando aproximadamente R$ 180 bilhões em financiamentos com recursos da poupança neste ano.

O texto também pondera que a abertura da Faixa 4 a bancos privados não garante, por si só, financiamentos mais baratos nem resolve os desafios do crédito habitacional no país. Ainda assim, segundo Luan Brito, a mudança devolve ao consumidor a possibilidade de comparar propostas antes de assumir um contrato de longo prazo.

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Fonte: guairanews.com

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