Programa habitacional respondeu por mais da metade das vendas do trimestre, enquanto o ticket médio dos imóveis caiu 10,3% em um ano, aponta a CBIC.
O mercado imobiliário residencial brasileiro vendeu 226.536 unidades novas no primeiro semestre de 2026, alta de 5,4% sobre as 214.910 unidades comercializadas no mesmo período de 2025. O dado é dos Indicadores Imobiliários Nacionais divulgados nesta segunda-feira (24) pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), em levantamento correalizado com o Sesi Nacional e elaboração da Brain Inteligência Estratégica.
Só no segundo trimestre foram 113.676 unidades vendidas, avanço de 0,7% sobre o primeiro trimestre de 2026 e de 5,3% sobre o mesmo período de 2025, quando o volume foi de 107.924 unidades, segundo a CBIC. Os lançamentos tiveram ritmo mais fraco: 107.161 unidades entre abril e junho, queda de 1,3% na comparação anual, ainda que com alta de 2,6% frente ao trimestre anterior.
O Minha Casa, Minha Vida (MCMV) respondeu por 58% de todos os lançamentos residenciais do país no segundo trimestre, a maior participação do programa desde o início da série, em 2019, segundo a CBIC. Foram 62.129 unidades do programa lançadas no período, contra 45.032 de outros padrões, crescimento de 19,9% sobre o primeiro trimestre.
Nas vendas, o MCMV somou 58.392 das 113.676 unidades comercializadas no trimestre, ou 51% do total, alta de 5% sobre os três primeiros meses do ano, aponta o levantamento.
O Minha Casa, Minha Vida poucas vezes representou mais de 50% dos lançamentos e, neste trimestre, chegou a 58%, um patamar bastante significativo.
Celso Petrucci, diretor de economia do Secovi-SP e conselheiro da CBIC
Petrucci avalia que o programa ainda tem espaço para crescer e pode chegar a representar entre 60% e 65% dos lançamentos, segundo a CBIC.
O ticket médio dos imóveis vendidos no trimestre ficou em R$ 581,9 mil, queda de 1% frente ao trimestre anterior e de 10,3% em relação a um ano antes, segundo a CBIC — reflexo, entre outros fatores, do maior peso de imóveis do MCMV, que têm valor médio menor. O Valor Geral de Vendas somou R$ 66,2 bilhões no trimestre, 5,5% abaixo do mesmo período de 2025.
A oferta de imóveis novos disponíveis para compra encerrou o trimestre em 355.290 unidades, recuo de 2,1% frente ao trimestre anterior, ainda que 8,2% maior que um ano antes, de acordo com o levantamento.
O presidente da CBIC, Eduardo Aroeira Almeida, afirma que o custo da terra ainda dificulta a viabilização de empreendimentos do MCMV em grandes centros, e diz que a entidade negocia com órgãos regionais formas de ampliar os empreendimentos voltados à habitação de interesse social nessas cidades.
Fonte: CBIC
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Fonte: CBIC
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Foram vendidas 113.676 unidades residenciais em 221 cidades no segundo trimestre, alta de 5,3% em um ano, mesmo com os juros básicos em 14% ao ano, segundo a Cbic e a Brain Inteligência Estratégica.
O volume financiado para imóveis chegou a R$ 160,3 bilhões entre janeiro e junho de 2026, alta de 17,52% sobre 2025, segundo a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). No mesmo período, o custo da construção subiu 7,06%, acima do IPCA.
Pesquisa da Brain Inteligência Estratégica aponta que 72% dos compradores de imóveis já consideram essencial a preparação para recarga de veículos elétricos, pressão que recai sobre incorporadoras e condomínios.