Levantamento da Brain Inteligência Estratégica mostra que infraestrutura de recarga deixou de ser diferencial e virou critério de compra, com impacto maior sobre prédios mais antigos.
Um levantamento da Brain Inteligência Estratégica mostra que 72% dos compradores de imóveis residenciais já consideram essencial a existência de infraestrutura para instalação de carregadores de veículos elétricos. A informação foi divulgada pelo Conexão Tocantins. O dado sinaliza que a preparação elétrica das garagens deixou de ser diferencial tecnológico e passou a compor a lista de exigências básicas de quem compra.
Segundo a pesquisa, o movimento acompanha o crescimento da frota elétrica e híbrida no país e amplia a pressão sobre incorporadoras, construtoras e condomínios. O impacto aparece com mais força entre compradores mais jovens e entre investidores que buscam imóveis com potencial de locação, de acordo com o levantamento.
Uma incorporadora citada no material como exemplo de adaptação é a Vanguard, marca do Grupo Plaenge, que já prevê infraestrutura para futura instalação de carregadores com medição individualizada em seus empreendimentos.
A reportagem aponta que edifícios mais antigos enfrentam desafios para se adequar: a instalação de pontos de recarga costuma exigir reforço de capacidade elétrica, atualização dos sistemas de distribuição de energia e mecanismos de medição individualizada por unidade. Essas intervenções podem gerar custos elevados para os condomínios e dependem de aprovação coletiva dos moradores, segundo o levantamento.
Para quem compra imóvel com objetivo de locação, a preparação técnica da garagem tende a pesar na decisão: o levantamento aponta que unidades aptas a atender veículos eletrificados costumam reduzir barreiras de ocupação e locação, o que pode aumentar a atratividade do imóvel frente a outros sem essa estrutura.
O material também compara a eletromobilidade a outras tendências já incorporadas pelo mercado, como conectividade e eficiência energética, que se tornaram critérios valorizados ao longo da última década. Segundo a pesquisa, a expansão da frota eletrificada e o avanço de políticas de descarbonização da mobilidade urbana devem elevar ainda mais a relevância desse item nas decisões de compra, locação e investimento nos próximos anos.
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Fonte: Conexão Tocantins
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