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Copom decide hoje se reduz a Selic para 13,75%, menor patamar do ano

Por Redação News63 · Setembro de 2026 · 2 min de leitura · Como apuramos

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Copom decide hoje se reduz a Selic para 13,75%, menor patamar do ano — Foto: Divulgação · via Conexão Tocantins
Foto: Divulgação · via Conexão Tocantins

Mercado financeiro projeta corte de 0,25 ponto percentual após sequência de reduções iniciada em março, segundo o Conexão Tocantins.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central conclui nesta quarta-feira (16) a decisão sobre a Selic, a taxa básica de juros da economia. O mercado financeiro projeta corte de 0,25 ponto percentual, de 14% para 13,75% ao ano, o que representaria o menor patamar do ano, segundo o Conexão Tocantins.

A reunião começou na terça-feira (15) e segue o rito de dois dias adotado pelo Copom: no primeiro, técnicos apresentam a evolução e as perspectivas das economias brasileira e mundial e o comportamento do mercado financeiro; no segundo, o comitê analisa os cenários e define o nível da taxa, aponta o material.

Inflação e PIB em queda nas projeções

O mercado financeiro projeta inflação de 4,9% para 2026, abaixo dos 5% estimados na semana anterior e dos 5,02% projetados há quatro semanas, segundo o material.

A expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) também recuou: a projeção atual é de 1,89% em 2026, ante 1,93% na semana passada e 1,98% há um mês, de acordo com o Conexão Tocantins.

O câmbio segue estável nas projeções: o dólar deve fechar 2026 cotado a R$ 5,20, valor que se mantém há 13 semanas consecutivas, segundo o levantamento citado pelo veículo.

Números da semana
  • Selic atual: 14% ao ano (projeção de queda para 13,75%)
  • Inflação projetada para 2026: 4,9%
  • PIB projetado para 2026: 1,89%
  • Dólar projetado para 2026: R$ 5,20

O que a Selic representa na prática

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter a inflação sob controle, servindo de referência para as demais taxas de juros da economia, segundo o material.

Quando o Copom eleva a taxa, a finalidade é conter a demanda aquecida: juros mais altos encarecem o crédito, estimulam a poupança e reduzem pressões sobre os preços, explica o Conexão Tocantins. Quando a Selic recua, a tendência apontada é de crédito mais barato, o que favorece consumo e investimentos e estimula a atividade econômica.

Além da Selic, os bancos consideram fatores como risco de inadimplência, custos administrativos e margem de lucro na definição dos juros cobrados dos consumidores, de acordo com o material.

Meta de inflação segue acima do teto

Pelo sistema de meta contínua, em vigor desde janeiro de 2025, a meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo — o que fixa o limite inferior em 1,5% e o superior em 4,5%, segundo o material.

Mesmo com a tendência de recuo, as estimativas do mercado para 2026 permanecem acima do teto da meta, fator que continua no radar do Banco Central na definição da política monetária, aponta o Conexão Tocantins.

O Copom se reúne a cada 45 dias para deliberar sobre a taxa básica de juros.

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Fonte: Conexão Tocantins

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