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Índice FipeZAP de junho mostra alta de 5,24% no aluguel em seis meses, acima do IPCA e do IGP-M do período.
Quem aluga um imóvel de um dormitório no Brasil colheu, em média, retorno anualizado de 6,77% em junho — o maior entre todas as tipologias de apartamento acompanhadas pelo Índice FipeZAP de Locação Residencial.
O índice, elaborado pela Fipe em parceria com o Grupo OLX (Zap, Viva Real e OLX) a partir de anúncios em 36 cidades, mostra que o valor médio do aluguel avançou 0,81% em junho ante maio.
O movimento superou tanto o IPCA do mês (+0,16%) quanto o IGP-M (-0,50%), segundo o mesmo levantamento.
No acumulado do primeiro semestre de 2026, a alta do aluguel chegou a 5,24%. Em 12 meses, o avanço médio foi de 9%, conforme a Fipe.
Compacto rende mais, mas não é o que mais valoriza
A rentabilidade não caminha junto com a valorização. Em junho, quem tinha um imóvel de dois dormitórios viu o maior reajuste mensal, de 1,22%, contra 0,51% dos apartamentos de um dormitório, aponta o índice.
No acumulado de 12 meses, porém, o destaque de valorização ficou com as unidades de três dormitórios, que subiram 9,90% — também a maior alta entre as tipologias no período, segundo a Fipe.
Ainda assim, é o imóvel de um dormitório que aparece como o mais rentável para quem já investe no aluguel, com R$ 71,60 por metro quadrado de preço médio e 6,77% de retorno anual estimado pelo índice.
Os apartamentos de quatro ou mais dormitórios foram os únicos a registrar queda de preço em junho, de 0,30%, e também tiveram a menor valorização acumulada em 12 meses, de 6,50%, segundo o levantamento.
Onde o aluguel está mais caro
O preço médio de locação no país ficou em R$ 53,79 por metro quadrado em junho. Entre as capitais monitoradas, os valores mais altos foram os de São Paulo (R$ 64,98/m²), Recife (R$ 64,06/m²) e Belém (R$ 63,03/m²), aponta a Fipe.
No outro extremo, Campo Grande (R$ 31,22/m²), Teresina (R$ 31,89/m²) e Aracaju (R$ 37,13/m²) tiveram os aluguéis mais baixos entre as 22 capitais do levantamento.
Das 22 capitais, 16 tiveram alta nos preços em junho — os maiores avanços foram em Natal (+2,94%) e Teresina (+2,93%). Seis registraram queda, com destaque para Maceió, que recuou 1,59% no mês, segundo a Fipe.
Este conteúdo é informativo e não constitui recomendação de investimento.
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Fonte: Exame
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