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Copom corta Selic para 14% ao ano pela quarta vez seguida

Agosto de 2026 · 2 min de leitura · Imobiliária Casa63 · CRECI-J 3638

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Imagem ilustrativa — Copom corta Selic para 14% ao ano pela quarta vez seguida
Foto: Divulgação · via Agência Brasil

Enquanto o juro básico recua, o crédito imobiliário já cresceu 23% no primeiro semestre e movimentou R$ 180 bilhões, segundo a Abecip.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual nesta quarta-feira (5), informou o BC.

A taxa básica de juros passa de 14,25% para 14% ao ano — a quarta queda seguida do Copom, segundo a Agência Brasil.

O Banco Central usa a Selic para controlar a inflação: juro alto encarece o crédito, incluindo o financiamento de imóveis, e reduz o consumo; juro em queda tende a estimular a economia, de acordo com a nota do BC.

Inflação ainda acima da meta

O IPCA-15 veio a 0,06% em julho, 0,35 ponto percentual abaixo de junho, segundo o IBGE. Em 12 meses, o índice acumula 4,52%, ainda acima do teto de 4,50% fixado pelo Conselho Monetário Nacional.

Para o BC, o ajuste gradual de 0,25 ponto é compatível com a convergência da inflação à meta, mas o comitê cita cautela por conta da guerra no Oriente Médio e da volatilidade em economias avançadas.

Esperar juro cair ou comprar agora?

Para quem planeja financiar imóvel, a queda da Selic tende a facilitar o crédito, mas a decisão de esperar tem um custo, segundo Dário Ferraço, empresário do mercado imobiliário e sócio da RE/MAX SF, em entrevista à Times Brasil.

Segundo ele, o comprador pode encontrar taxas menores no futuro, mas também imóveis mais caros — o que reduz o poder de compra e o valor efetivamente financiável.

O aluguel está cada vez mais caro. É dinheiro que não volta. A pessoa paga pelo uso de um imóvel, mas não constitui patrimônio.

Dário Ferraço, sócio da RE/MAX SF

O crédito imobiliário cresceu 23% no primeiro semestre e movimentou R$ 180 bilhões no país, segundo a Abecip. Para Ferraço, o dado mostra que o comprador não decide só pelo custo do financiamento: necessidade de moradia e formação de patrimônio também pesam.

O que isso muda pra você
  • Selic mais baixa tende a reduzir a parcela do financiamento, mas o preço do imóvel pode subir junto
  • Insumos da construção, como aço e cimento, tendem a ser incorporados ao valor final dos empreendimentos
  • Quem financiar agora e ver o juro cair depois pode buscar portabilidade para outra instituição com condições melhores

Ferraço reforça que o planejamento da entrada, da documentação e das parcelas continua indispensável, sobretudo em imóveis na planta, quando pagamento da aquisição e aluguel da moradia atual podem se sobrepor.

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Fonte: Agência Brasil · Portas

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