Financiamentos somaram R$ 180,9 bilhões entre janeiro e junho, com 850 mil imóveis financiados no país, segundo a Abecip.
O crédito imobiliário movimentou R$ 180,9 bilhões no primeiro semestre de 2026, alta de 23% frente aos R$ 147,1 bilhões do mesmo período de 2025, segundo dados divulgados pela Abecip nesta terça-feira (28).
Ao todo, cerca de 850 mil imóveis foram financiados entre janeiro e junho, somando operações do SBPE, do FGTS e de carteiras livres, aponta a entidade.
Para quem pretende financiar um imóvel, o movimento nacional sugere crédito mais aquecido do que se esperava, mesmo com o custo do financiamento ainda elevado.
O resultado surpreende porque contraria previsões de desaceleração diante da Selic elevada. A taxa básica de juros está em 14,25% ao ano e passou parte do primeiro semestre na faixa de 15%, segundo a Abecip.
O destaque ficou com o SBPE, linha tradicionalmente usada pela classe média com recursos da poupança. As concessões para aquisição e construção somaram R$ 93,7 bilhões, avanço de 29% sobre o primeiro semestre de 2025.
As operações com FGTS também mantiveram ritmo forte, com R$ 77,6 bilhões contratados, alta de 22%. O impulso veio principalmente do Minha Casa, Minha Vida, em especial na faixa 3, informa a entidade.
O desempenho acima do esperado já levou a Abecip a revisar suas contas para 2026. Em janeiro, a entidade projetava expansão de 16% nas concessões do ano, com volume aproximado de R$ 375 bilhões.
Segundo o presidente da Abecip, Michel Cury, uma nova estimativa deve ser divulgada nas próximas semanas, à luz do resultado do primeiro semestre.
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Fonte: MundoBA
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Foram vendidas 113.676 unidades residenciais em 221 cidades no segundo trimestre, alta de 5,3% em um ano, mesmo com os juros básicos em 14% ao ano, segundo a Cbic e a Brain Inteligência Estratégica.
A CBIC registrou 226.536 unidades residenciais vendidas no país entre janeiro e junho de 2026, alta de 5,4% sobre 2025, com o Minha Casa, Minha Vida alcançando a maior participação da série histórica nos lançamentos.
O volume financiado para imóveis chegou a R$ 160,3 bilhões entre janeiro e junho de 2026, alta de 17,52% sobre 2025, segundo a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). No mesmo período, o custo da construção subiu 7,06%, acima do IPCA.