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Patria salta de R$ 600 milhões para R$ 38 bilhões em real estate em 4 anos

Por Redação News63 · Agosto de 2026 · 3 min de leitura · Como apuramos

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Imagem ilustrativa — Patria salta de R$ 600 milhões para R$ 38 bilhões em real estate em 4 anos
Foto: Divulgação · via Times Brasil | CNBC

Para o head de Real Estate do Patria Investimentos, Rodrigo Abbud, o setor imobiliário vive momento positivo mesmo com a taxa de juros elevada, com aluguéis e dividendos dos fundos em alta.

O setor imobiliário brasileiro atravessa um momento positivo mesmo com a taxa de juros ainda elevada, com avanço dos aluguéis e dos dividendos pagos pelos fundos, afirmou Rodrigo Abbud, sócio e head de Real Estate do Patria Investimentos. A afirmação foi feita em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC nesta terça-feira (11).

Segundo Abbud, o crescimento da renda distribuída pelos fundos ajuda a compensar a pressão dos juros altos sobre o valor das cotas negociadas em bolsa. "Você acaba tendo um dividendo mensal um pouco mais elevado, o que segura e contrabalanceia essa pressão de queda nas cotas", disse o executivo, segundo a reportagem.

De R$ 600 milhões a R$ 38 bilhões em quatro anos

A plataforma de real estate do Patria passou de aproximadamente R$ 600 milhões investidos para mais de R$ 38 bilhões em quatro anos, afirmou Abbud. O avanço combinou crescimento orgânico e aquisições, incluindo a incorporação da VBI, da divisão imobiliária do Credit Suisse e de negócios de real estate da Genial e da RBR.

Hoje a gestora atua em logística, escritórios, shopping centers, varejo e crédito imobiliário. Depois da sequência de compras, porém, o apetite por novos negócios ficou mais seletivo. "O nosso portfólio está completo", disse Abbud, segundo a entrevista.

Juros altos seguem como obstáculo

Cerca de 85% dos investimentos imobiliários da plataforma estão em fundos imobiliários listados, voltados ao investidor de varejo, com uma base que soma aproximadamente 1,3 milhão de investidores, segundo o executivo.

O nosso mercado imobiliário é absolutamente e inversamente correlacionado à taxa de juros. Quanto mais alta a taxa de juros, mais difícil fica o nosso ambiente.

Rodrigo Abbud, sócio e head de Real Estate do Patria Investimentos

Abbud disse que a expectativa inicial era de uma queda mais intensa da curva de juros entre 2026 e os anos seguintes, cenário que perdeu força e reduziu o potencial de valorização das cotas no curto prazo. Depois da recuperação observada em 2025, os fundos imobiliários apresentam comportamento mais lateral em 2026, na avaliação do executivo.

Tijolo e papel na mesma carteira

Para Abbud, fundos de "tijolo" — que investem diretamente em imóveis — e fundos de "papel", concentrados em crédito imobiliário, não devem ser tratados como estratégias concorrentes. "Sou contra aquele Fla-Flu: você tem que ter uma e não pode ter outra", afirmou, segundo a reportagem.

Segundo ele, fundos de crédito podem entregar renda mais elevada em certos cenários de juros, enquanto fundos de imóveis tendem a ter maior potencial de valorização do próprio ativo ao longo do tempo — uma leitura, não uma garantia de retorno.

Consolidação como tendência do setor

Abbud também vê a consolidação como uma tendência estrutural da indústria, com fundos maiores, carteiras mais diversificadas e gestão ativa ganhando espaço. Para ele, fundos de maior porte tendem a diluir riscos entre mais imóveis e inquilinos, o que pode reduzir a dependência de um único ativo e dar mais estabilidade ao preço da cota e ao dividendo distribuído.

A tendência, segundo o executivo, é de menos fundos por segmento e veículos cada vez maiores nos próximos anos.

Conteúdo informativo, não é recomendação de investimento.

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Fonte: Times Brasil | CNBC

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