Enquanto o financiamento habitacional pelo SBPE chega a 12,5% ao ano com a Selic a 14%, a nova Faixa 4 do programa federal mira famílias de classe média com taxa fixa mais baixa.
O governo federal instituiu a Faixa 4 do Minha Casa, Minha Vida (MCMV), voltada a famílias com renda mensal entre R$ 9.600,01 e R$ 13.000,00, com juros fixados entre 10,00% e 10,50% ao ano, segundo o Mix Vale. A taxa fica abaixo da praticada pelos bancos comerciais no crédito habitacional via Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), hoje entre 11,5% e 12,5% ao ano, conforme aponta o veículo.
A criação da nova faixa acompanha o aperto monetário de 2026. O Comitê de Política Monetária (Copom) elevou a Selic para 14,00% ao ano em agosto, resposta a uma inflação acumulada de 4,44% no IPCA, de acordo com o Mix Vale. Esse cenário encareceu o crédito imobiliário fora dos programas federais.
Até então, o MCMV era historicamente direcionado à população de baixa renda, segundo o Mix Vale. A nova faixa amplia o alcance do programa para a classe média, público que passa a ter acesso a uma linha de crédito subsidiada dentro do MCMV.
Para quem compra imóvel para morar ou para uso como investimento de longo prazo, a diferença de juro entre a Faixa 4 e o financiamento comum do SBPE tende a pesar diretamente no valor da parcela mensal ao longo do contrato.
A nova faixa funciona como uma válvula de escape financeira para quem compra imóvel no ciclo atual de juros altos, oferecendo um fôlego que o crédito bancário tradicional já não consegue proporcionar, segundo o Mix Vale.
O uso do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) na Faixa 4, o teto de valor dos imóveis elegíveis e o papel da Medida Provisória 1.382/2026 na segurança jurídica e financeira do setor imobiliário são citados pelo Mix Vale como parte da estrutura da nova modalidade.
O material consultado, porém, não traz ainda os percentuais de uso do FGTS nem o valor exato do teto dos imóveis financiáveis pela Faixa 4.
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Fonte: Mix Vale
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