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Copom reduz Selic para 13,75% ao ano e aponta desaceleração da economia

Por Redação News63 · Setembro de 2026 · 3 min de leitura · Como apuramos

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Copom reduz Selic para 13,75% ao ano e aponta desaceleração da economia — Foto: Divulgação · via Agência Tocantins
Foto: Divulgação · via Agência Tocantins

Ata divulgada pelo Banco Central na terça-feira (22) cita moderação do PIB, do crédito e da inflação, mas mantém expectativas acima da meta.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, de 14% para 13,75% ao ano, segundo a ata divulgada na terça-feira (22) e citada pela Agência Tocantins. O colegiado atribuiu o corte à desaceleração da atividade econômica, da inflação e aos efeitos dos juros elevados sobre o crédito e a demanda, aponta o documento.

A leitura mais recente do Produto Interno Bruto (PIB), referente ao segundo trimestre deste ano, confirmou essa desaceleração, segundo a ata. O movimento foi mais intenso nas atividades econômicas e nos componentes da demanda mais sensíveis ao nível dos juros, informa o Copom.

"O arrefecimento da demanda agregada é elemento essencial do processo de reequilíbrio entre oferta e demanda da economia e convergência da inflação à meta."

Copom, em ata divulgada na terça-feira (22)

Efeito no crédito

O comitê também citou o comportamento do mercado de crédito como um dos fatores da decisão, segundo a ata. Os dados mais recentes são compatíveis com um quadro de desaceleração do crescimento econômico em ambiente de política monetária restritiva, informou o Copom.

A ata também interessa a quem acompanha o crédito no Tocantins: o documento repete que a política monetária permanece restritiva mesmo após o corte, já que os juros elevados continuam contribuindo para a desinflação, segundo o colegiado.

Inflação perde força, mas segue pressionada

A inflação ao consumidor perdeu força nos últimos meses, tanto no índice cheio quanto na média das medidas subjacentes, segundo a ata. Em 12 meses, os dois indicadores ficaram abaixo do limite superior do intervalo de tolerância da meta, mas continuam acima do centro, de acordo com o documento.

As expectativas de inflação continuam acima da meta em todos os horizontes analisados, aponta a ata. Segundo a pesquisa Focus citada no documento, as projeções estão em 4,9% para 2026 e 4,3% para 2027.

O Copom avaliou que, em um ambiente de expectativas desancoradas como o atual, é necessária restrição monetária maior e por mais tempo do que seria apropriado em outro cenário, segundo a ata.

Cenário externo mais incerto

O comitê também citou o aumento das incertezas no cenário internacional, em meio às tensões geopolíticas no Oriente Médio e às dúvidas sobre a condução da política monetária nas principais economias avançadas, segundo a ata.

Entre os fatores que poderiam reduzir a inflação, o Banco Central citou uma desaceleração mais forte da economia brasileira e mundial e uma possível queda nos preços das commodities, aponta o documento.

O que a ata do Copom mostra
  • Selic caiu de 14% para 13,75% ao ano, segundo o Banco Central.
  • PIB do segundo trimestre confirmou a desaceleração, mais forte nos componentes sensíveis a juros.
  • Inflação cheia e núcleo desaceleraram, mas seguem acima do centro da meta.
  • Projeções do Focus citadas pelo Copom: 4,9% em 2026 e 4,3% em 2027.

O colegiado afirmou que o corte de 0,25 ponto percentual é compatível com a estratégia de convergência da inflação à meta ao longo do horizonte relevante da política monetária, segundo a ata. O Copom disse que vai continuar acompanhando a evolução do cenário econômico para manter o grau de restrição necessário ao controle da inflação, de acordo com o documento.

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Fonte: Agência Tocantins

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