Ata divulgada pelo Banco Central na terça-feira (22) cita moderação do PIB, do crédito e da inflação, mas mantém expectativas acima da meta.
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, de 14% para 13,75% ao ano, segundo a ata divulgada na terça-feira (22) e citada pela Agência Tocantins. O colegiado atribuiu o corte à desaceleração da atividade econômica, da inflação e aos efeitos dos juros elevados sobre o crédito e a demanda, aponta o documento.
A leitura mais recente do Produto Interno Bruto (PIB), referente ao segundo trimestre deste ano, confirmou essa desaceleração, segundo a ata. O movimento foi mais intenso nas atividades econômicas e nos componentes da demanda mais sensíveis ao nível dos juros, informa o Copom.
"O arrefecimento da demanda agregada é elemento essencial do processo de reequilíbrio entre oferta e demanda da economia e convergência da inflação à meta."
Copom, em ata divulgada na terça-feira (22)
O comitê também citou o comportamento do mercado de crédito como um dos fatores da decisão, segundo a ata. Os dados mais recentes são compatíveis com um quadro de desaceleração do crescimento econômico em ambiente de política monetária restritiva, informou o Copom.
A ata também interessa a quem acompanha o crédito no Tocantins: o documento repete que a política monetária permanece restritiva mesmo após o corte, já que os juros elevados continuam contribuindo para a desinflação, segundo o colegiado.
A inflação ao consumidor perdeu força nos últimos meses, tanto no índice cheio quanto na média das medidas subjacentes, segundo a ata. Em 12 meses, os dois indicadores ficaram abaixo do limite superior do intervalo de tolerância da meta, mas continuam acima do centro, de acordo com o documento.
As expectativas de inflação continuam acima da meta em todos os horizontes analisados, aponta a ata. Segundo a pesquisa Focus citada no documento, as projeções estão em 4,9% para 2026 e 4,3% para 2027.
O Copom avaliou que, em um ambiente de expectativas desancoradas como o atual, é necessária restrição monetária maior e por mais tempo do que seria apropriado em outro cenário, segundo a ata.
O comitê também citou o aumento das incertezas no cenário internacional, em meio às tensões geopolíticas no Oriente Médio e às dúvidas sobre a condução da política monetária nas principais economias avançadas, segundo a ata.
Entre os fatores que poderiam reduzir a inflação, o Banco Central citou uma desaceleração mais forte da economia brasileira e mundial e uma possível queda nos preços das commodities, aponta o documento.
O colegiado afirmou que o corte de 0,25 ponto percentual é compatível com a estratégia de convergência da inflação à meta ao longo do horizonte relevante da política monetária, segundo a ata. O Copom disse que vai continuar acompanhando a evolução do cenário econômico para manter o grau de restrição necessário ao controle da inflação, de acordo com o documento.
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Fonte: Agência Tocantins
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