Proposta em estudo divide a faixa em subfaixas de renda, mas depende de análise de impacto no FGTS e aval do Conselho Curador do fundo antes de virar regra.
O governo Lula avalia dividir a Faixa 3 do Minha Casa Minha Vida em subfaixas de renda para reduzir os juros cobrados de quem financia imóvel de até R$ 400 mil pelo programa. Segundo o Brasil 247, com base em reportagem do jornal O Globo, a taxa atual da faixa é de 8,16% ao ano — ou 7,66% para cotistas do FGTS — e não há, até agora, nova taxa aprovada. A mudança depende de avaliação de impacto sobre o FGTS e, se avançar, ainda precisa passar pelo Conselho Curador do fundo.
A Faixa 3 atende famílias com renda mensal entre R$ 5.000,01 e R$ 9.600, com teto de imóvel de R$ 400 mil e prazo de financiamento de até 35 anos, segundo o Ministério das Cidades. O programa prevê ainda taxas menores para imóveis financiados nas regiões Norte e Nordeste, a depender da faixa.
A discussão sobre subfaixas não é nova. Em junho, analistas do Itaú BBA já relatavam que o Conselho Curador do FGTS estudava criar subfaixas dentro das Faixas 3 e 4 para calibrar os juros conforme a renda do beneficiário.
O FGTS é uma das principais fontes de recursos do Minha Casa Minha Vida, e a carteira de empréstimos do programa somava R$ 610 bilhões em abril de 2026, aponta o Itaú BBA. O banco relatou que o fundo enfrenta maior pressão sobre a liquidez, o que explica a cautela do governo antes de confirmar qualquer redução.
Um estudo do Itaú BBA, citado pela Forbes, estimou que a redução das taxas das Faixas 3 e 4 poderia ampliar o poder de compra dos beneficiários. A estimativa, porém, não representa projeção oficial do governo.
Para quem pretende financiar um imóvel pela Faixa 3, a orientação é considerar as regras vigentes: nenhuma taxa nova está confirmada, e o processo depende de análise do impacto no FGTS antes de seguir para o Conselho Curador.
O programa também ganhou em 2026 a modalidade Minha Casa Minha Vida Classe Média, para famílias com renda de até R$ 13 mil e imóveis de até R$ 600 mil, com taxa nominal de 10% ao ano, segundo o Ministério das Cidades.
Até que a proposta avance, seguem válidas as condições atualmente divulgadas pelo Ministério das Cidades para quem contrata financiamento pelo programa.
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Fonte: falanews.com.br
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