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Caixa aceita renda de motorista de app para financiar imóvel

Por Redação News63 · Agosto de 2026 · 3 min de leitura · Como apuramos

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Imagem ilustrativa — Caixa aceita renda de motorista de app para financiar imóvel
Foto: Divulgação · via ISTOÉ DINHEIRO

O banco passa a usar o mês de menor faturamento dos últimos quatro repasses para calcular a parcela, segundo o ISTOÉ Dinheiro, e abre caminho para motoristas e entregadores entrarem no Minha Casa, Minha Vida.

A Caixa Econômica Federal passou a aceitar os extratos de repasse emitidos por aplicativos de mobilidade e delivery como comprovação de renda para financiamento imobiliário, segundo o ISTOÉ Dinheiro. A medida vale para quem roda por Uber, 99, iFood, Rappi e Zé Delivery, e usa os quatro meses de repasse mais recentes como base de análise.

Até então, motoristas e entregadores sem holerite, carteira assinada ou CNPJ formal enfrentavam dificuldade para comprovar capacidade de pagamento junto ao banco, aponta a reportagem.

Como o banco calcula a renda

O cálculo não usa a média dos quatro meses apresentados. A Caixa aplica o que o ISTOÉ Dinheiro chama de "Regra do Menor Valor": entre os quatro meses de extrato, vale o mês de faturamento mais baixo como referência para definir a parcela.

O exemplo citado pela reportagem ilustra o critério: um motorista com repasses brutos de R$ 6.000, R$ 5.500, R$ 4.200 e R$ 5.800 nos quatro meses tem a análise de crédito feita com base nos R$ 4.200 — o menor valor do período, não a média.

Sobre esse valor, incide o limite de comprometimento de renda bruta de até 30%, praticado pelo banco para definir o tamanho máximo da parcela.

O que muda na prática
  • Os extratos precisam vir da mesma plataforma nos quatro meses — não é permitido somar meses picados de apps diferentes.
  • Quem trabalha em mais de um aplicativo deve escolher o que tiver o maior "piso" no mês mais fraco, não o maior total somado.
  • O documento vale por até dois meses a partir da emissão até o início da análise na agência.
  • Quem já teve carteira assinada e tem saldo de FGTS parado pode usar o valor na entrada ou para amortizar, respeitado o mínimo de três anos de contribuição ao fundo.

Onde entra o Minha Casa, Minha Vida

A equiparação de renda amplia o público que pode se enquadrar nas faixas do programa habitacional em 2026, segundo o levantamento reproduzido pelo ISTOÉ Dinheiro:

FaixaRenda familiar mensalValor teto do imóvel
Faixa 1até R$ 3.200,00até R$ 275 mil
Faixa 2R$ 3.200,01 a R$ 5.000,00até R$ 275 mil
Faixa 3R$ 5.000,01 a R$ 9.600,00até R$ 400 mil
Classe Média (SBPE/Pro-Cotista)R$ 9.600,01 a R$ 13.000,00até R$ 600 mil

A reportagem destaca que a renda bruta usada no cálculo do banco não é a mesma coisa que a renda líquida do motorista. Combustível, manutenção do veículo, seguro e desgaste do carro saem do faturamento antes de sobrar dinheiro para o sustento da família — um planejamento que cabe ao próprio trabalhador, não ao banco.

Entidades do setor imobiliário e da construção civil ouvidas pela reportagem esperam avanço nas assinaturas de contratos habitacionais voltados a profissionais da economia digital, com destaque para as faixas de interesse social do programa.

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Fonte: ISTOÉ Dinheiro

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